Autor: Giovanna

Num setor estratégico, transparência, concorrência e segurança jurídica estimulam investimentos e inovaçãoProsperidade não nasce apenas de recursos naturais, capital ou boas intenções. Nasce de instituições capazes de distribuir oportunidades, disciplinar o poder econômico e permitir que novas tecnologias desafiem velhos arranjos. Essa é uma das principais lições de Daron Acemoglu, Simon Johnson e James A. Robinson, laureados com o Nobel de Economia de 2024 por seus estudos sobre como as instituições se formam e afetam a prosperidade. Sociedades avançam quando constroem instituições inclusivas. Ficam para trás quando preservam instituições extrativas: aquelas que concentram ganhos em poucos grupos, socializam custos e…

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Mudanças no rateio exigem transparência, simulações e respeito à Lei nº 14.300 A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) distribuiu à diretora Agnes da Costa a relatoria de processos relacionados ao teto da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) e à implementação do ECR (Encargo de Complemento de Recursos). Ainda não existe decisão pública que permita afirmar que a geração distribuída será penalizada. Mas o setor precisa acompanhar o processo desde agora. A CDE define como bilhões de reais em subsídios e políticas públicas são distribuídos entre os consumidores. Alterar sua metodologia não é uma decisão apenas contábil. É uma escolha…

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Compensação proposta enfrenta resistência entre agentes e não resolve nem os cortes futuros nem, ao que tudo indica, o passivo que buscava equacionar A publicação da Portaria Normativa nº 140/2026 pelo Ministério de Minas e Energia representa um avanço ao estabelecer um procedimento para compensação financeira dos cortes compulsórios de geração renovável. Mas é um equívoco interpretar essa medida como a solução para o problema do curtailment no Brasil. Na prática, a portaria trata apenas das consequências de eventos já ocorridos. Ela cria um caminho para compensar parte das perdas financeiras sofridas pelos empreendedores, mas não reduz um único megawatt…

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Geração distribuída está no centro do debate sobre tarifas, mas outros custos do setor também pressionam o consumidor Sempre que a conta de luz aumenta, a discussão pública procura um responsável. Nos últimos anos, a geração distribuída passou a ocupar esse espaço com frequência. O problema é que o setor elétrico brasileiro é muito mais complexo do que um único mecanismo de incentivo. Uma estimativa de impacto econômico da ordem de R$ 200 bilhões, associada aos indícios de potencial sobrepreço apontados pela área técnica do TCU (Tribunal de Contas da União) durante a análise do LRCAP (Leilão de Reserva de…

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Proteger o orçamento das reguladoras é garantir previsibilidade e segurança para os investimentos em energia limpa A discussão sobre o orçamento das agências reguladoras federais pode parecer técnica, distante do cotidiano do setor elétrico e da agenda de energia limpa. Mas ela está no centro da previsibilidade necessária para que o Brasil continue atraindo investimentos, modernizando sua infraestrutura e avançando na transição energética. O que está em debate no Congresso é relativamente simples de explicar. Há uma frente voltada à derrubada de veto presidencial a dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias que buscava proteger as verbas de regulação e fiscalização…

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Liminar sobre leilão de capacidade deve abrir as contas antes que contratos bilionários cheguem à tarifa Quando uma família contrata um seguro, quer saber o preço, a cobertura e as condições. Com a energia elétrica, não pode ser diferente. O Leilão de Reserva de Capacidade, o LRCap 2026, funciona como uma espécie de seguro contra a falta de energia: contrata usinas para ficarem disponíveis quando o sistema precisar. O problema é que esse seguro será pago por todos na conta de luz. Por isso, antes de assinar contratos bilionários, o país precisa saber exatamente o que está comprando, por quanto…

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Discussões deveriam envolver capacidade efetiva de entrega, impacto ambiental e governança regulatória Um ofício atribuído ao MPTCU (Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União) abre uma nova frente de questionamento sobre o LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade) de 2026, considerado um dos maiores certames já realizados no setor elétrico brasileiro. Datado de 3 de junho e dirigido ao ministro Jorge Oliveira, relator do TC 008.289/2025-5, o documento registra que o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado revê posição anteriormente externada após receber um memorial intitulado “Manifestação Técnica, Regulatória e Jurídica em Defesa da Higidez do Leilão de Reserva de…

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O presidente Lula afirmou que data centers são bem-vindos ao Brasil, desde que produzam a própria energia. A frase, em si, não é equivocada. Data centers são cargas intensivas, contínuas e pouco tolerantes a interrupções. Não há razão para que a tarifa do consumidor brasileiro arque com o custo de uma corrida global por processamento de dados. O problema não está na exigência de energia adicional. Está em permitir que o chefe de Estado faça essa cobrança ao mercado internacional como se o ambiente doméstico já estivesse organizado para viabilizá-la. Não está. E essa lacuna é, antes de tudo, falha…

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Sinalização do governo é positiva, mas precisa ser entendida como resultado de uma pressão técnica legítima por modicidade, competição e neutralidade tecnológica A sinalização do Ministério de Minas e Energia de que as diretrizes para o leilão de baterias deverão avançar nos próximos dias é uma boa notícia para o setor elétrico brasileiro. O Instituto Nacional de Energia Limpa reconhece a importância desse movimento e vê nele uma resposta necessária a uma agenda que amadureceu técnica, institucional e politicamente. O leilão de baterias precisa acontecer. E precisa acontecer com qualidade suficiente para que o armazenamento deixe de ser apenas uma…

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Em artigo ao CNN Infra, Heber Galarce, presidente do Instituto Nacional de Energia Limpa avalia que reserva de capacidade deve contratar potência, flexibilidade e disponibilidade com critérios técnicos e neutralidade tecnológicaO debate sobre reserva de capacidade no Brasil deve partir de uma premissa objetiva: a segurança do Sistema Interligado Nacional depende da entrega efetiva de potência, flexibilidade e disponibilidade, e não da escolha prévia de uma tecnologia. O país precisa contratar recursos capazes de responder aos momentos críticos do sistema. A expansão das fontes renováveis variáveis, o crescimento da geração distribuída, as restrições de transmissão e a mudança do perfil de consumo tornam…

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